Começando
pelo conceito Grego, poiésis, surge em Aristóteles como sinónimo de arte
(techné), actividade transitiva visando um fim, ou a produção de uma obra
distinta do agente ou da própria operação, ou seja, transcende o autor, separa-se
dele. Para Aristóteles é assim inferior à praxis a qual é imanente ao sujeito e
à operação e, também inferior à teoria, considerada como contemplação pura.
No entanto,
originariamente, o Poema tem uma conotação sagrada já que é através dele que os
deuses se revelam aos homens, como é o caso de Parménides cuja ontologia surge
de inspiração divina.
Autores como
Paul Ricoeur consideram a Poesia como o acto humano por excelência a exceder a
subjectividade do sujeito. Esta transcendência torna a poesia mais filosófica e
universal do que a história. Possui ainda uma função terapêutica na medida em
que permite a catarse, a purificação.
Kant
considera a poesia «a arte de conduzir um livre jogo de imaginação como uma
actividade do entendimento».
Para Novalis
a arte poética é «a magia de transfigurar, pela imaginação, a percepção do
mundo quotidiano e banal», unificando o sensível e o inteligível.
Em Hegel
aparece ligada à mitologia, uma «mitologia nova» que deve ser obra não de um só
poeta mas de uma geração.
Em Heidegger
o poeta, o bardo, encontra-se entre os deuses e os homens.
Fonte bibliográfica: LOGOS Enciclopédia
Luso-Brasileira de Filosofia, Editora VERBO, Volume 4.
Maria do Rosário de
Freitas
Sem comentários:
Enviar um comentário