A MINHA RUA
A que rua
chamarei minha?
Aquela
larga, ladeada de passeios arborizados que fez parte da minha infância e, da
qual, apenas recordo o tamanho e o facto de me separar da casa dos meus amigos?
A que na
adolescência percorria de casa ao colégio e onde brincava ao “Jardim da
Celeste”?
Ou a outra
que, juntamente com os colegas do Liceu, calcorreava diariamente e onde nos
juntávamos a conversar sobre as peripécias escolares ao fim do dia?
As ruas
largas de Silva Porto e Sá da Bandeira, coloridas por acácias floridas e pelos
jardins das casas que as ladeavam, hoje, por ironia do destino, estão
condensadas numa estrada estreita de terra batida, chamada “Rua de Angola”.
Graças a
esta feliz coincidência, a minha actual rua, apesar de pequenina, traz-me o
cheiro e a imagem da minha terra Natal.
18 de Junho de 2012
Maria do Rosário de Freitas
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